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quinta-feira, 8 de março de 2018

Legado, lembranças e memórias: 50 anos de Rui Barbosa

Um tanto atrasada, mas com muita alegria noticio a publicação do meu primeiro livro: "Legado, lembranças e memórias: 50 anos de Rui Barbosa". Mais que um livro, este foi um projeto pedagógico desenvolvido durante 3 anos na EMEF Rui Barbosa, em Campo Bom, RS (minha cidade!).
Depois de uma longa estadia no estado de São Paulo, ao retornar para minha cidade, tive o privilégio de dirigir o Projeto de Pesquisa História na escola. A diretoria, especialmente nas pessoas da diretora Lizandra Gottlieb e da coordenadora Maria Christina Lima Schirmer, pretendiam que o projeto de contra-turno destinado aos alunos dos oitavos e nonos anos culminasse em um livro que contasse a trajetória de 50 anos da escola.
O projeto contou com mais de 20 alunos ao longo dos 3 anos e registrávamos muitas de nossas atividades no blog http://pphruibarbosa.blogspot.com. Além da trajetória da escola, os dois capítulos iniciais versam sobre a história da educação do município de Campo Bom e um apanhado da história do bairro Metzler, no qual a instituição se situa. O livro ainda conta com dados da família Metzler, Weidler e Dreyer que foram responsáveis pela ocupação do bairro. Nos apêndices ainda pude escrever um mapa das ideias educacionais defendidas pelo Dr. Wolfrang Metzler, que foi deputado estadual e federal e que deu nome ao bairro.
A publicação se deu em novembro de 2016 na Biblioteca Pública de Campo Bom, com a presença de autoridades, ex-diretoras e comunidade. Infelizmente, eu não pude estar presente pois já estava morando nos Estados Unidos. Meus pais me representaram no evento.
Gostaria de agradecer a cada um dos alunos que participou do projeto e esmerou-se para fazer dessa pesquisa algo que contribuísse para a comunidade. Agradeço aos entrevistados, ao histpriador Roberto Atikinson que muito contribuiu para a a relevância desta pesquisa e, por fim, a direção da escola por ter confiado no meu trabalho para dirigir este projeto.

Ex-diretores sendo homenageados pela secretária deeducação Eliane dos Reis.

Alunos que participaram do projeto juntamente com a família Weidle.

Alunos do projeto com a famílai Weidle.

Aluan Liége autografando os livros.

Capa do livro.


domingo, 18 de outubro de 2015

Volta às Aulas - Stephen Kanitz

No artigo “Volta às Aulas” Stephen Kanitz (clique no título para ler o artigo) aborda duas questões essenciais:

I – A habilidade essencial ao homem moderno que é de aprender a pensar. Para garantir a sobrevivência no mundo, precisamos aprender a pensar para tomar decisões. Essa habilidade o ajudará a alcançar o sucesso.

II – O apego do ensino brasileiro em estudar o que os grandes homens do passado escreveram, como se, seus livros, fossem a panacéia para todos os nossos problemas. O ensino deverá levar o estudante a pensar e observar a sua realidade.

Esta reflexão de Stephen Kanitz nos faz levantar algumas questões do atual quandro escolar brasileiro. Me parece injusto afirmar que ainda ensinamos como na Idade Média. Temos muitos exemplos de professores que buscam construir sua práxis pedagógica dentro de uma esfera que promova uma educação para o pensar.

No entanto, a sala de aula também está subordinada a uma política educacional, e, tanto na rede pública como na privada, o professor é mais pedreiro que arquiteto de sua prática. Aí percebemos que nem sempre é possível fazer mais. Quando cito isso, muitos acham um absurdo, mas a rotina, a burocracia, o currículo, as exigências, o Saresp, a Provinha Brasil são consumidoras da energia do professor (pobre peão!).

Mas todas as artimanhas do “sistema” não podem nos emaranhar, porque, afinal, sabemos que cabe ao professor apoderar-se o máximo possível da realidade e, assim, burlar a burocracia e todas as exigência postas ao docente e promover uma educação pensante. Como ajuda nesta trajetória, a psicologia metacognitivista tem balizado muitos profissionais na busca da didática que promova tal ideal.

O professor precisa estar ancorado em um referencial teórico para poder proceder adequadamente nesta empreitada. A psicologia metacognitivista, desenvolvida por John Flavell em meados dos anos 70 (vale lembrar que a teoria busca validação no campo científico), tem por pressuposto que

“[...] ao fazer uso da metacognição, o sujeito torna-se um espectador de seus próprios modos de pensar e das estratégias que emprega para resolver problemas, buscando identificar como aprimorá-los. Nesse sentido, e tal como postula Flavell (1976), metacognição envolve também monitoramento ativo dos processos de pensamento, regulando-os e orquestrando-os para alcançar um determinado objetivo. Esse autor aponta dois componentes centrais nesse conceito: os conhecimentos metacognitivos e as experiências metacognitivas.” (DAVIS, 2005)

Assim sendo, a educação poderia obter muito mais de seus alunos, se estes, fossem gestores do próprio saber, trilhando o caminho da aprendizagem, possuindo consciência de como o conhecimento é produzido e processado organicamente. Davis (2005) diz ainda que

“Fica patente, então, que a metacognição é aspecto central na implementação de uma cultura do pensamento, uma vez que é por seu intermédio que se pode: construir conhecimentos e habilidades que tenham maior possibilidade de sucesso e de transferência; aprender estratégias de solução de problemas que sejam passíveis de serem auto-reguladas; adquirir autonomia na gestão das tarefas e nas aprendizagens, auto-regulando-se e se auto-ajudando; construir uma auto-imagem de aprendiz produtivo e, com isso, obter motivação para aprender.”

Concluo salientando que o professor precisa munir-se da compreensão do desenvolvimento humano para, assim, promover uma educação que estimule o pensamento e a autonomia.

Para ampliar o assunto, acesse:

Livro em português de John Flavell. http://www.tudomercado.com.br/tm/aviso/img_avisos/Submarino_21236.jpg

Artigo interessantíssimo sobre Metacognição e estratégias de aprendizagem ddo Grupo de Estudos de Aprendizagem e cognição. http://www.geac.ufrj.br/index.php?option=com_content&task=view&id=57&Itemid=81

Bibliografia:

DAVIS, Claudia. NUNES, Marina M. R. NUNES, Cesar A. A. M etacognição e sucesso escolar: articulando teoria e prática. Cadernos de Pesquisa, vol.35, no.125. São Paulo: maio-agosto, 2005.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Artigo publicado no Jornal Zero Hora

No dia 23 de julho de 2014 foi publicado um artigo meu no Jornal Zero de Porto Alegre.
Clique aqui para lê-lo diretamente do site.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Notas sobre alguns aspectos motivacionais na educação



Aspectos que influenciam a aprendizagem:

* Auto-eficácia: é uma crença nas próprias capacidades para organizar e executar as ações necessárias para lidar com situações futuras.

* Esforço x capacidade: no senso comum sinal de inteligência é o indivíduo captar os conteúdos no "ar". Para o mesmo, a inteligência não possui nenhuma relação com o esforço.

* Motivação Intrínseca: realização da atividade por sua própria causa.

Para esta realizar-se é necessário:

1. Percepção de competência.
- Descobrir o nível real de aprendizagem e motivá-lo através de uma atividade desafio.
- Elogiá-lo individualmente.

2. Percepção de Autonomia
- Percepção que o conhecimento possui valor.
- Pais e professores que recompensam o aprendizado materialmente inculcam que a ideia que quando a recompensa não está presente não é necessário aprender ou realizar.

3. Pertencer ou se sentir vinculado.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Indicação de Vídeo: Maquiavel Pedagogo

Resenha oral do livro "Maquiavel Pedagogo ou o Ministério da Reforma Psicológica"

Obra comentada: BERNARDIN, Pascal. Maquiavel Pedagogo: ou o ministério da reforma psicológica. 1ª edição. Ecclesia e Vide Editorial. Campinas, SP: 2012.



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O Trivium

Depois de terminar a graduação e a pós-graduação ando em busca de publicações, blogs, professores, instituições que representem alternativas educacionais que não se coadunem com as atuais teorias educacionais que encharcam a "educação brasileira", sobretudo, pública. Tenho encontrado bons defensores e hoje quero destacar um blog e um professor, infelizmente falecido, que explanam muito bem o que é educar foram dos moldes esquerdistas.

José Monir Nasser


O professor José Monir Nasser, falecido em 2013, que faz críticas severíssimas ao ensino brasileiro e aponta o Trivium como uma maneira de se atingir uma boa educação. Pretendo expor mais pontos em outras postagens, mas hoje deixo este link do You Tube com uma palestra sobre o Trivium.



Blog "Encontrando Alegria"


Camila Abadie escreve um interessante blog sobre suas reflexões acerca do Homeschooling, que é o espaço de educação no lar como alternativo ao escolar ou paralelo. Intelectual, ela alia uma visão cristã aos principais desafios da educação dos filhos. Seus textos são ótimos e ajudam tanto pais e professores.




segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Escola da Ponte e a Educação Brasileira

A Escola da Ponte tornou-se referência mundial em educação. A ausência de salas de aula, o aglomeramento de alunos por interesses em comuns e o professor orientando os trabalhos desenvolvidos por períodos de quinze dias constituem-se grandes atrativos para a escola fundada pelo português José Pacheco.
Intelectuais e profissionais da educação de todo o globo já visitaram a instituição. Seus emblemas libertários, revolucionários e solidários suscitam em pensadores o que a repetição desta experiência nos mais variados lugares poderia surtir muitos benefícios as populações.
O Brasil possui uma tendência compulsiva por importar modelos educacionais. Este foi o caso da aprovação automática instituído em alguns estados brasileiros. As controvérsias sobre a eficácia de tais modelos têm dividido educadores e servido até como repertório de campanha eleitoral de políticos da oposição.
O sucesso da Escola da Ponte não se encontra somente em suas inovações, mas no porquê inovou. Seu histórico informa que as reformas educacionais surgiram de necessidades e dificuldades constatadas no cotidiano escolar encontradas pelos professores e funcionários. Ao pensarem sobre a situação, foram propondo mudanças e instituíram o que hoje conhecemos por Escola da Ponte. E esta é a essência da lição da Escola da Ponte: pensar sobre a realidade, propor e realizar mudanças, não a metodologia adotada em si. Esta é só uma consequência.
Construir uma escola de nosso tempo, ou, como alguns preferem, a frente do nosso tempo, é tarefa árdua. Precisamos capitalizar recursos, dar autonomia e valorizar os profissionais e ferramentas para que a mudança possa acontecer. 
O Brasil possui e já possuiu escolas que serviram eficazmente seu tempo. Um caso típico, foram as escolas que imigrantes alemães fundaram nos estados sulinos. Com as ferramentas e recursos que possuíam proveram as crianças o melhor que podiam em educação.
Assim, seu exemplo nos convida a criar com base na realidade que possuímos e não, simplesmente, testarmos ideias estrangeiras como se elas personificassem o ideal educacional. 
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